Este espaço é uma ponte para trocas discursivas, reflexões, divulgações de trabalhos terapêuticos e vivências transpessoais, comentários e orientações familiares. Um cantinho virtual para aproximar nossas leituras e releituras de valores, percepções e ressignificações. A PROPOSTA É SIMPLES E REVESTIDA DA VONTADE DE PARTILHAS DE EVENTOS E PORTAIS DE CURA QUE POSSAM CONTRIBUIR PARA NOSSAS JORNADAS PESSOAIS MAIS PROFUNDAS. BOA VIAGEM AO CORAÇÃO E A VERDADE DE CADA UM! ABRAÇOS DE PAZ!
quarta-feira, 25 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
A ENERGIA DA MÁGOA NAS RELAÇÕES SOCIAIS
Iara da Silva
Machado
O
aprendizado da capacidade amorosa é o nosso reconhecimento da ignorância sobre
essa virtude grandiosa.
A
maior parte das criaturas se comporta como se o amor não fosse um sentimento a
ser cada vez mais aprendido e compreendido. Agem como se ele estivesse inerte
na intimidade humana e passam a viver na expectativa de que um dia alguém ou
alguma coisa possa despertá-lo em toda a sua potência, numa espécie de fenômeno
encantado.
A
amorosidade manifesta se torna fonte inesgotável de doação, por isso, se diz
que aquele que ama sempre tem algo para ofertar.
Confundimos
na qualidade de aprendizes a energia do amor com outras formas de atração e
paixão, chegando muitas vezes a negar o fracasso amoroso, durante anos e anos,
para não admitir diante dos outros nossas escolhas precipitadas e equivocadas.
Não
percebemos, muitas vezes, oportunidades imensas de caminhar pelas veredas do
amor, porque não renunciamos a necessidade neurótica de ser perfeitos, ficando
preso a uma pressão torturante de infalibilidade.
Perdemos
excelentes momentos de crescimento pessoal, queixando-nos cotidianamente de que
estamos sendo ignorados e usados, porém sem tomar atitude alguma. Deixamo-nos
magoar pelos outros e acabamos magoando também a nós mesmos. Reagimos as
ofensas ou indiferença, experimentando sentimentos de frustração, negação,
autopiedade, raiva e imensa mágoa. Culpamos as pessoas pelos nossos
sofrimentos, verbalizando as mais diversas condenações, e em seguida, esforçamo-nos
exaustivamente para não ver que a origem de nossas dores morais é fruto de
nossa negligência e comodismo.
Nós
nos “barateamos” quando colocamos nossa autovalorização em baixa na espera de
seduzir e modificar seres humanos que nos interessam.
Vivemos
comumente desencontros na área da afetividade, por desconhecermos os processos
psicológicos que nos envolvem, o que nos faz viver supostos amores.
A
paixão, que muitos chamam de amor, raramente atravessa seu estágio embrionário.
Aos poucos, perde a força motivadora por não possuir raízes profundas nos
verdadeiros sentimentos da alma.
Quando
a desilusão desfaz a paixão é porque desgastou-se o estado de irrealidade.
Paixões acontecem quando usamos nossas emoções sem ligá-las aos nossos sentidos
mais profundos.
Quase
sempre acreditamos que o fracasso conjugal é um antônimo do sucesso
matrimonial, esquecendo-nos, contudo, de que o êxito, em muitas circunstâncias,
está do outro lado do que denominamos ruína afetiva.
Aprendemos quem somos e
como agimos convivendo com os defeitos e qualidades dos outros. É justamente
nos conflitos de relacionamentos que retiramos as grandes lições para
identificar as origens de nossas aflições.
É
profundamente irracional nutrir a crença de que nunca seremos desapontados e de
que sempre seremos amados e entendidos plenamente por todos.
Portanto,
é importante admitir a mágoa, quando ela realmente existir, para que possamos
resolver nossos conflitos comportamentais.
A
maneira decisiva de atingirmos o equilíbrio interior é aceitarmos nossas
emoções e sentimentos como realmente eles se apresentam, pois, deixando de
ignorá-los passaremos a nos adaptar firmemente à realidade dos fatos e dos
acontecimentos que estamos vivenciando.
O
que não pode ser visto não pode ser mudado. Os mecanismos inconscientes dos
quais nos utilizamos para nos enganar são em grande parte imperceptíveis,
principalmente aqueles que não iniciaram ainda a autodescoberta do mundo
interior, através do autoaprimoramento espiritual.
Mágoa
não elaborada se volta contra o interior da criatura, alojando-se em
determinado órgão, desvitalizando-o. Mágoa se transforma com o tempo em rancor,
exterminando gradativamente nosso interesse pela vida e desajustando-nos quanto
a seu significado maior.
Sentimentos
não morrem; poderemos enterrá-los, mas mesmo assim continuarão conosco. Se não
forem admitidos, não serão compreendidos e, consequentemente, estarão
desvirtuando a nossa visão do óbvio e do mundo objetivo.
A mágoa nas relações sociais do âmbito
familiar ao trabalho, da vida na comunidade a ação religiosa, em todas as
esferas de ação do homem e da mulher pode ser vista e entendida como uma
mensageira da possibilidade de curar pontos cegos das convivências e
possibilitar o reencontro de almas para uma vida mais leve na alegria de viver
e na gratidão da existência.
Adaptado do livro As
dores da alma. Francisco Neto, HAMMED, 1998
segunda-feira, 2 de abril de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
IARA
DA SILVA MACHADO
“Um
dia vivi a ilusão de que ser homem bastaria, que o mundo masculino tudo me
daria do que eu quisesse ter. Que nada, minha porção mulher que até então se
resguardara, é a porção melhor que trago em mim agora, é o que me faz viver.
Quem dera pudesse todo homem compreender, ó mãe, quem dera.
Ser o verão no
apogeu da primavera, e só por ela ser. Quem sabe o Super Homem venha nos restituir
a glória mudando como um Deus o curso da história, por causa da mulher.”
Neste
belo poema, o grande músico brasileiro Gilberto Gil traduz atributos preciosos
do feminino.
O
feminino que sente, pensa, age e se reinventa todos os dias do lar ao trabalho;
do parceiro aos filhos; da santa a profana, na sua busca incessante de dialogar
entre os pólos antagônicos de Si Mesma.
A
mulher que acredita e se lança a construir um poder pessoal que não seja
massacrado pelo masculino inseguro e guerreiro.
A
mulher que experimenta a firmeza, o acalanto, o afago, o silêncio, o sofrimento,
a alegria numa dança de ajustes a passos solitários.
A
mulher que empreende, escreve, joga, dança, canta, constrói, planta, colhe,
ouve, ensina, cuida, orienta, cozinha, lava, toca, sentencia, serve, ama e
ama...nas suas inúmeras atividades humanas no “encontro de dentro” e no
“encontro de fora” faz escolhas, acerta
e erra...
A
Mulher que se humaniza e aceita o que É...
A
Mulher que é gente antes de ter máscaras inúteis para a arte do auto-encontro
ou encontro.
A
Mulher que é simples, cara lavada e limpa, mesmo quando está impecavelmente
maquiada e está com os pés no chão, mesmo sobre um salto número dez...ou
aquelas que desconhecem o ‘glamour’ e são gigantes nas boas obras sociais
anônimas do mundo, sustentando os mais ignorantes das leis naturais e humanas.
As
mulheres da minha vida, minha avó Lu, minha mãe Eliete e minha filha Raiza,
sobretudo a esta última, na dimensão que estiver receba as mais intensas
vibrações de gratidão pela bela menina mulher que ela foi, perfumando a minha
existência, deixando um perfume de rosas puras, que sustenta a minha Alma na
sua ausência:
Gratidão,
gratidão, gratidão!
A
todas as mulheres do mundo que neste dia recebem justas homenagens, relembro
novamente o que expos o Gilberto Gil na sua música citada acima:
“Quem dera pudesse todo homem
compreender, ó mãe, quem dera. Ser o verão no apogeu da primavera, e só por ela
ser. Quem sabe o Super Homem venha nos restituir a glória mudando como um Deus
o curso da história, por causa da mulher.”
Salve, salve o dia 8 de Março!!!
Para:
Site Pbnoticias
Blog Anahataespaoterapeutico
Blog Garimpandopalavras
domingo, 26 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
PSICOLOGIA TRANSPESSOAL: UM NOVO OLHAR SOBRE A INTEGRALIDADE DO SER
Por: Iara da Silva Machado*
“A presente crise nasceu do culto do intelecto, e
foi o intelecto que dividiu a vida numa série de ações opostas e
contraditórias; foi o intelecto que negou o fator de unificação que é o amor.”
J. Krishnamurti citado por Crema, 1989
O
ciclo do paradigma mecanicista, racionalista e fragmentador parece estar
chegando a finitude, em detrimento de um novo olhar sobre o ser humano em
comunhão com diversos aspectos que o constitui. Assistimos o nascimento desse
novo paradigma, cujo um dos nomes de batismo
é o holismo, do grego holos, totalidade.
O
holismo é uma concepção sistêmica da vida e do mundo, baseada na consciência do
estado de inter-relação e interdependência essencial de todos os fenômenos
físicos, biológicos, psicológicos, sociais, culturais e espirituais.
Segundo
Weil (1982) o paradigma cartesiano levou a um conceito fragmentado do
conhecimento, com conseqüências desastrosas para a própria sobrevivência da humanidade.
Assim
a Holística traduz uma perspectiva na qual o todo e cada uma de suas sinergias estão estreitamente ligados, em
interações constantes e paradoxais. O paradigma holístico considera cada
elemento de um campo como um evento que reflete e contém todas as dimensões do
campo: metáfora do holograma. O
caráter paradoxal dessa terminologia é uma alusão aos diferentes paradoxos que
se defronta atualmente a física quântica, na qual os eventos se tornam ilógicos
do ponto de vista da lógica formal de não-contradição, habitual na macrofísica.
(Weil, 1990).
A
Psicologia Transpessoal surgiu nos Estados Unidos, nos anos 60, a partir de um
movimento que se tornou conhecido como a “quarta
força” em Psicologia, após o Behaviorismo, a Psicanálise e a Psicologia Humanista.
Seu objeto primordial de estudo é a consciência humana, que não pode ser
reduzida a limites nem ser captada em sua totalidade, sendo então um movimento
de percepção do Ser em permanente processo de expansão.
A
concepção holística ou sistêmica só é nova no âmbito do conhecimento oficial
ocidental, pois ela já é desenvolvida pelas grandes escolas da tradição
ocultista ocidental, tais como a alquimia, a cabala e a astrologia. Além de
estar no axioma de base de filosofias como o hinduísmo, o taoísmo chinês, o
budismo e o zen-budismo trazendo a visão do holos na idéia de que tudo é vivo, desde a menor partícula do átomo até Deus,
sendo a essência vital de todas as formas criadas exatamente a mesma. (Tabone,
2009).
O
desenvolvimento de uma investigação acadêmica, em relação à Psicologia
Transpessoal é justificada segundo Saldanha (2008) pelos seguintes pressupostos:
- É uma área recente na Psicologia, que surgiu como um desdobramento da escola humanista, tendo sido oficializada por Maslow na década de 60 do século XX com poucos trabalhos acadêmicos na área da educação.
- É uma teoria que apresenta algumas especificidades, a exemplo da integração do cognitivo, emocional, sensorial e intuitivo em sua aplicação na educação, como aprendizagem significativa.
- Tem uma proposta de ensino experiencial, a qual pode favorecer a emergência de aspectos de maior sabedoria e capacidade no indivíduo, os quais não estão disponíveis, usualmente, em sua consciência de vigília e na vida cotidiana, sendo importantes para o ensino da Psicologia Transpessoal e, provavelmente, para o ensino de outras disciplinas.
- Apresentar a vivência transpessoal ou a vivência de diferentes estados de consciência, como um aspecto importante para o enfoque educacional, uma vez que a percepção da realidade se dá de acordo com o nível ou estado de consciência do indivíduo.
A
Psicologia Transpessoal é um convite para perceber o indivíduo como um Ser em
contínuo processo de evolução e maturação de faculdades de toda ordem, seja
biológica, psicológica, sociológica e/ou espiritual.
A
Abordagem Integrativa Transpessoal traz em si um caminho real em uma abordagem
espiritual na Psicologia neste novo milênio, possibilitando novos conhecimentos
e perspectivas sobre a consciência e o seu pleno despertar na educação, na
saúde, na vida pessoal e profissional. Proporciona também de forma efetiva um
maior e melhor engrandecimento à humanidade, da qual todos somos parte, promove
o ser e o estar no mundo de forma mais plena ao se integrar com consciência à
dimensão transpessoal. (Saldanha, 2008).
Lançar
um olhar desprovido de reservas sobre
o novo não é tarefa fácil, contudo pode ser um caminho de renovação e ampliação
do que já se têm agregado como “verdades”, para cuidar de si e favorecer outros
elementos e ferramentas de auxílio àqueles que circundam a nossa esfera vivencial.
Todo
organismo que se fecha, tende a sucumbir em si mesmo.
Fontes
Bibliográficas Consultadas:
CREMA.
Roberto. Introdução À Visão Holística. Summus
Editorial. 1989.
TABONE.
Márcia. A Psicologia Transpessoal. Editora
Cultrix. 2009.
SALDANHA.
Vera. A Psicoterapia Transpessoal. Editora
Rosa dos Tempos. 1999.
SALDANHA,
Vera. Psicologia Transpessoal –
Abordagem Integrativa. Um Conhecimento Emergente em Psicologia da Consciência. Editora
UNIJUÍ. 2008
WEIL.
Pierre. Holística: Uma Nova Visão E
Abordagem do Real. Palas Athena Editora. 1990.
*Iara da
Silva Machado. CRP13/2262. Psicóloga Clínica Especialista; Psicóloga
Transpessoal; Psicoterapeuta em Análise Bioenergética; Terapeuta em DMP – Deep
Memory Process.
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