Este espaço é uma ponte para trocas discursivas, reflexões, divulgações de trabalhos terapêuticos e vivências transpessoais, comentários e orientações familiares. Um cantinho virtual para aproximar nossas leituras e releituras de valores, percepções e ressignificações. A PROPOSTA É SIMPLES E REVESTIDA DA VONTADE DE PARTILHAS DE EVENTOS E PORTAIS DE CURA QUE POSSAM CONTRIBUIR PARA NOSSAS JORNADAS PESSOAIS MAIS PROFUNDAS. BOA VIAGEM AO CORAÇÃO E A VERDADE DE CADA UM! ABRAÇOS DE PAZ!
sábado, 26 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
MÃE
IARA
DA SILVA MACHADO
Não nasci ainda;
aprovisionem-me com água que me embale, ervas que brotem para mim, árvores que
conversem comigo, céu que cante para mim, pássaros e uma luz branca no fundo da
minha mente para me guiar.
Louis MacNeice, Prayer Before
Birth
Na Grécia antiga Deméter
era a Deusa Mãe proeminente e tinha a função especializada de presidir sobre
todas as formas de reprodução e renovação da vida, especialmente da vida
vegetal. Figura complexa e bem elaborada, historicamente ela se situa entre os
antigos cultos neolíticos da Grande Mãe – que floresceram na Suméria, na Ásia
Menor, no Egito e na ilha de Creta entre aproximadamente 4000 e 1000 a.C – e a
era cristã no Ocidente, preservando muitas das características desses cultos
anteriores; ela é a deusa da fecundidade, da fertilidade e da regeneração;
possui uma identidade mística com sua irmã sombria do mundo avernal, a Rainha
dos Mortos; dá a luz um Filho Divino, que permanece como seu jovem consorte em
vez de transformar-se em marido ou em alguém de igual maturidade.
O símbolo principal de
Deméter era o feixe de trigo e em seus mistérios em Elêusis, uma única espiga
de milho. Os simbolismos da flor, do fruto e da semente, que a transforma,
verdadeiramente em Nossa Senhora das Plantas. Seu animal sagrado terrestre era
o porco, que costumava ser um sacrifício de fertilidade em todo o mundo por
causa de seus múltiplos úteros; seu animal sagrado marinho era o golfinho.
O santuário de Deméter em
Elêusis, onde seus mistérios eram celebrados, permaneceu ativo durante quase
dois mil anos.
Deméter era a Grande Mãe e
o mundo inteiro era a sua Criança. O evento essencial nas religiões agrárias
era o Matrimônio Sagrado, no qual a sacerdotisa periodicamente entrava em
comunhão com o reino dos espíritos no interior da terra para renovar o ano
agrícola e a vida civilizada que florescia sobre a terra. Seu consorte era um
espírito vegetativo, ao mesmo tempo o seu filho que brotara da terra e o
parceiro que iria raptá-la para outro reino, um reino que seria fecundado
quando ele, ao morrer, a possuísse. A solução final para a perda de Deméter era
tornar sadio o universo no qual a morte se introduzira admitindo-se também a
possibilidade de um retorno à vida. O renascimento após a morte era o segredo
de Elêusis. No Hades, Perséfone, como a própria terra, toma uma semente em seu
corpo e desse modo retorna eternamente a sua extática mãe com o seu novo filho
– apenas para morrer eternamente em seu abraço fecundante.
Quando falamos de Deméter
conforme era imaginada pelos gregos, deveríamos na realidade falar de duas
deusas, não uma. O cerne do mito e do culto a Deméter, era o fato de ela ter
perdido sua filha adorada, Coré (significando “donzela” em grego), pranteada
por ela, e por fim, reunindo-se novamente a ela. Todas as imagens e pinturas em
vasos que chegaram até nossos dias mostram duas mulheres maduras: Deméter e
Coré juntas, segurando feixes ou espigas de trigo, flores ou archotes. A
intimidade entre mãe e filha ressalta o caráter profundamente feminino dessa
religião e constelação mitológica.
Embora Deméter não seja em
rigor uma Mãe Terra, pois este título pertence a sua avó, Gaia ou Ge, cujo nome
significa “terra”, o seu mito e culto dizem respeito ao que acontece em cima e
embaixo da terra. Ela e a filha simbolizam os ciclos dinâmicos da natureza que
ocorrem no interior do corpo da terra e, em decorrência do princípio místico de
correspondência, também no interior do corpo de toda mulher. (Woolger,
Jennifer; Woolger, Roger J. - A Deusa Interior, 2007).
Fazer uma alusão ao mito
grego de Deméter é uma forma de perceber como na sociedade pós moderna a
relação mãe e filho(a) em níveis saudáveis de manifestação reflete essa
cumplicidade amorosa e a intimidade do reconhecimento do divino apresentado a
mulher através da face do exercício da maternidade.
Parabenizo a todas as MÃES que
foram, que são, que virão a Ser.
Em especial AGRADEÇO
a minha mãe Eliete que teve a
coragem moral e afetiva de disponibilizar seu ventre oito vezes para gerar
crianças e co-criar com DEUS!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
A ENERGIA DA MÁGOA NAS RELAÇÕES SOCIAIS
Iara da Silva
Machado
O
aprendizado da capacidade amorosa é o nosso reconhecimento da ignorância sobre
essa virtude grandiosa.
A
maior parte das criaturas se comporta como se o amor não fosse um sentimento a
ser cada vez mais aprendido e compreendido. Agem como se ele estivesse inerte
na intimidade humana e passam a viver na expectativa de que um dia alguém ou
alguma coisa possa despertá-lo em toda a sua potência, numa espécie de fenômeno
encantado.
A
amorosidade manifesta se torna fonte inesgotável de doação, por isso, se diz
que aquele que ama sempre tem algo para ofertar.
Confundimos
na qualidade de aprendizes a energia do amor com outras formas de atração e
paixão, chegando muitas vezes a negar o fracasso amoroso, durante anos e anos,
para não admitir diante dos outros nossas escolhas precipitadas e equivocadas.
Não
percebemos, muitas vezes, oportunidades imensas de caminhar pelas veredas do
amor, porque não renunciamos a necessidade neurótica de ser perfeitos, ficando
preso a uma pressão torturante de infalibilidade.
Perdemos
excelentes momentos de crescimento pessoal, queixando-nos cotidianamente de que
estamos sendo ignorados e usados, porém sem tomar atitude alguma. Deixamo-nos
magoar pelos outros e acabamos magoando também a nós mesmos. Reagimos as
ofensas ou indiferença, experimentando sentimentos de frustração, negação,
autopiedade, raiva e imensa mágoa. Culpamos as pessoas pelos nossos
sofrimentos, verbalizando as mais diversas condenações, e em seguida, esforçamo-nos
exaustivamente para não ver que a origem de nossas dores morais é fruto de
nossa negligência e comodismo.
Nós
nos “barateamos” quando colocamos nossa autovalorização em baixa na espera de
seduzir e modificar seres humanos que nos interessam.
Vivemos
comumente desencontros na área da afetividade, por desconhecermos os processos
psicológicos que nos envolvem, o que nos faz viver supostos amores.
A
paixão, que muitos chamam de amor, raramente atravessa seu estágio embrionário.
Aos poucos, perde a força motivadora por não possuir raízes profundas nos
verdadeiros sentimentos da alma.
Quando
a desilusão desfaz a paixão é porque desgastou-se o estado de irrealidade.
Paixões acontecem quando usamos nossas emoções sem ligá-las aos nossos sentidos
mais profundos.
Quase
sempre acreditamos que o fracasso conjugal é um antônimo do sucesso
matrimonial, esquecendo-nos, contudo, de que o êxito, em muitas circunstâncias,
está do outro lado do que denominamos ruína afetiva.
Aprendemos quem somos e
como agimos convivendo com os defeitos e qualidades dos outros. É justamente
nos conflitos de relacionamentos que retiramos as grandes lições para
identificar as origens de nossas aflições.
É
profundamente irracional nutrir a crença de que nunca seremos desapontados e de
que sempre seremos amados e entendidos plenamente por todos.
Portanto,
é importante admitir a mágoa, quando ela realmente existir, para que possamos
resolver nossos conflitos comportamentais.
A
maneira decisiva de atingirmos o equilíbrio interior é aceitarmos nossas
emoções e sentimentos como realmente eles se apresentam, pois, deixando de
ignorá-los passaremos a nos adaptar firmemente à realidade dos fatos e dos
acontecimentos que estamos vivenciando.
O
que não pode ser visto não pode ser mudado. Os mecanismos inconscientes dos
quais nos utilizamos para nos enganar são em grande parte imperceptíveis,
principalmente aqueles que não iniciaram ainda a autodescoberta do mundo
interior, através do autoaprimoramento espiritual.
Mágoa
não elaborada se volta contra o interior da criatura, alojando-se em
determinado órgão, desvitalizando-o. Mágoa se transforma com o tempo em rancor,
exterminando gradativamente nosso interesse pela vida e desajustando-nos quanto
a seu significado maior.
Sentimentos
não morrem; poderemos enterrá-los, mas mesmo assim continuarão conosco. Se não
forem admitidos, não serão compreendidos e, consequentemente, estarão
desvirtuando a nossa visão do óbvio e do mundo objetivo.
A mágoa nas relações sociais do âmbito
familiar ao trabalho, da vida na comunidade a ação religiosa, em todas as
esferas de ação do homem e da mulher pode ser vista e entendida como uma
mensageira da possibilidade de curar pontos cegos das convivências e
possibilitar o reencontro de almas para uma vida mais leve na alegria de viver
e na gratidão da existência.
Adaptado do livro As
dores da alma. Francisco Neto, HAMMED, 1998
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)























.jpeg)


